O samba, historicamente, é um terreno de resistência, alegria e comunhão. No entanto, o Projeto 7 Ervas eleva essa tradição ao transformar uma simples apresentação em um ritual imersivo de marketing de experiência. Ao chegar a uma roda de samba, o público geralmente espera boa música e cerveja gelada; o que este projeto entrega, porém, é uma atmosfera completa de limpeza espiritual e celebração cultural.
Desde a sua concepção, o Projeto 7 Ervas se posiciona de forma estratégica no mercado musical do interior paulista. A iniciativa não vende apenas ingressos, mas sim pertencimento e renovação de energias. Essa abordagem é fundamental na indústria atual, onde o fã busca mais do que entretenimento: busca conexão e propósito.
A Força da Identidade: Samba e Ancestralidade
A base sólida deste projeto reside no respeito aos gigantes. O repertório é uma curadoria fina que exalta nomes como Fundo de Quintal, Jovelina Pérola Negra, Arlindo Cruz e Leci Brandão. Ao fazer isso, o evento ativa o gatilho da autoridade e da nostalgia, conectando-se imediatamente com o coração do sambista raiz.
Além disso, o conceito central gira em torno do samba e ancestralidade. O simbolismo do vaso de sete ervas — arruda, guiné, manjericão, alecrim, comigo-ninguém-pode, espada de São Jorge e pimenteira — atua como um poderoso elemento de branding. Essas plantas, culturalmente associadas à proteção e boas vibrações, tangibilizam a promessa da marca: um ambiente seguro, de “limpeza” e positividade.
Portanto, ao alinhar o discurso musical com elementos da cultura preta e espiritualidade, o projeto fortalece sua identidade visual e narrativa, tornando-se memorável em um mercado saturado.
O Diferencial: Experiência Sensorial na Música
O grande trunfo de inovação do Projeto 7 Ervas é a quebra da barreira do “apenas sonoro”. O evento propõe uma experiência sensorial na música, incorporando aromas específicos e uma gastronomia pensada exclusivamente para a temática.
No marketing musical, chamamos isso de ativação multissensorial. Quando um evento estimula o olfato e o paladar, além da audição, ele cria memórias de longo prazo muito mais fortes no cérebro do consumidor. O ambiente repleto de aromas não é decorativo; é uma ferramenta de imersão que transporta o público para dentro do conceito do show.
Consequentemente, essa estratégia aumenta o valor percebido do evento. O público entende que não está pagando apenas por um show, mas por um momento único de cuidado e celebração.
O Time e a Continuidade do Projeto
Nenhum projeto se sustenta sem um “produto” de alta qualidade. A roda de samba em Rio Claro conta com um time de peso, incluindo Gika e Kleber Mumu nas vozes, apoiados por uma “cozinha” rítmica impecável com Zé Eduardo, Thierrys, Coquinho, Muriel e Cleber. A harmonia fica por conta de músicos como Lucas (7 cordas), Jaziel (trombone), arranjos de Pedrinho Sem Braço, garantindo a fidelidade sonora ao samba tradicional.
Para garantir a longevidade e a presença digital, o grupo já lançou seu primeiro single, tema do projeto. Isso é vital para manter o engajamento entre as edições presenciais. Por falar em agenda, a consistência é chave: após edições de sucesso em julho e setembro, a expectativa se volta para a agenda de samba dezembro 2025, consolidando o evento no calendário cultural da região.
Conclusão
Assim como uma bateria de escola de samba precisa que todos os naipes toquem em uníssono para o ritmo fluir, um projeto musical precisa alinhar conceito, execução e experiência para ter sucesso. O Projeto 7 Ervas faz isso com maestria, provando que é possível inovar respeitando a tradição.
Aqui na Samba SP, entendemos que um artista ou evento precisa ser tratado como uma marca viva. Seja através da gestão de tráfego pago para lotar sua próxima edição, ou no desenvolvimento de estratégias de branding que ressaltem sua identidade única — como o uso das ervas e da ancestralidade —, nós atuamos nos bastidores para que o seu show brilhe no palco. Transformamos sua arte em números, alcance e carreiras sólidas.